Resenha crítica - Propriedades reguladoras do sistema imunológico antioxidante - Boswellia serrata


RESENHA CRÍTICA

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Beghelli D, Isani G, Roncada P, et al. Propriedades reguladoras do sistema imunológico antioxidante e ex Vivo dos extratos Boswellia serrata . Medicina Oxidativa e Longevidade Celular . 2017; 2017: 7468064. doi: 10.1155 / 2017/7468064.

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O artigo apresenta um estudo experimental realizado por um grupo de pesquisadores Italianos, dentre eles, cinco médicas veterinárias, uma reumatologista e um farmacêutico. Publicado em Março de 2017, pelo Jornal de Medicina Oxidativa e Longevidade Celular, jornal exclusivo que aborda mecanismos celulares e moleculares.


Ao reconhecer o potencial antiinflamatório, recorrente de diferentes vias de atuação atribuídos a resina da goma de Boswellia serrata, planta Indiana utilizada há séculos pela medicina ayurvédica, o grupo propôs, investigar os efeitos das propriedades reguladoras do sistema imunológico antioxidante, de diferentes extratos comercialmente disponíveis. Compararam sua composição antioxidante in vitro e testaram a sua capacidade de modular células Treg / Th1 / Th17 ex vivo.


Os pesquisadores utilizaram produtos químicos de grau reagente analítico e sete resinas de oleogênio BS (A, B, C, D, E, F e G), “destas, seis apresentam certificado para o conteúdo 65% de ácidos boswellicos”. Realizaram a TLC qualitativa dos extratos de BS como triagem preliminar, no qual demonstrou um perfil similar entre a maioria dos extratos, e dois deles apresentaram diferenças extremas. (A) pontuado com a maior concentração de componentes e (C) com a menor.


Na segunda análise, de HPLC-DAD, novamente a maioria apresentou resultados similares, e as amostras (A) e (C) obtiveram diferenças extremas, aonde (A) “apresentou quantidades significativamente maiores de AKBA em comparação as demais amostras e o extrato (C) apresentou apenas um pequeno pico de AKBA e faltou o primeiro pico”.

Em relação ao conteúdo fenólico e capacidade antioxidante, todos os extratos de BS exibiram um conteúdo relativamente baixo e, o extrato (A) foi o que apresentou melhor conteúdo dentre eles.


In vitro, a ploriferação de linfócitos e as respostas pro-inflamatórias reguladoras Th1 / Th17 não foram influenciada pelos extratos, mas, “quando as células foram estimuladas por PWM (um mitógeno que estimula os linfócitos B na presença de células T a proliferação de PBMC foi significativamente aumentada”. Em particular, no extrato (A) que apresentou uma tendência maior para o número de células reguladoras e o extrato (G) com aumento significativo nas células Treg, em especial células FOXP3 +.

Conforme os próprios autores “A composição do extratos BS é desafiadora, devido aos resultados discrepantes na análise de TLC e HPLC.”


Sabe-se que potencial antioxidante, é significativamente correlacionado ao conteúdo total de fenólicos e flavonoides, que são compostos em extratos de BS. “Mas, apesar do que é relatado na literatura, as amostras BS investigadas no estudo apresentaram valores baixos destes compostos. Isso pode se dar pelo método de extração ou mesmo os sistemas de conservação utilizados pelos fabricantes”.


E, independente das atividades antioxidantes, o estudo apresenta evidencias de que os extratos de BS são capazes de modular algumas respostas imunes. Como o “aumento significativo de Tregs acompanhado por um número maior, embora não significativo, de células Th17 +”.


Desta forma, os autores concluem que será necessário aprofundar a experiência em um estudo de caso mais amplo. Mas ressaltam que “esses resultados preliminares indicam uma capacidade promissora sobre o mecanismo regulatório imune típico de vários distúrbios imunológicos”, e que, “deve-se dar atenção a qualidade dos extratos, pela grande variação na sua composição química” fatos estes, que contribuição para o desenvolvimento da ciência.


Embora a pesquisa experimental apresente uma análise de dados interessante, o número de extratos utilizados foi pequeno e falou uma designação melhor das características das amostras utilizadas. Como de fato, a qualidade e a preservação dos compostos antioxidantes depende muito do cultivo, extração conservação, sendo estes dados relevantes que devem ser retratados para re


spaldar melhor o extrato com melhor composição química. Entretanto, um importante dado caractere foi relatado, os ácidos boswellicos (65%) em sete de seis amostras. Os ácidos boswellicos são os responsáveis pelos efeitos anti-inflamatórios, que parecem envolvem a inibição de diferentes caminhos celulares e trazer efeitos positivos nos tratamentos com foco na inflamação.


É um artigo original e valioso, que aborda as ações medicinais de uma planta milenar, utilizada pela medicina ayurvédica e que possuí mecanismos que merecem atenção da comunidade científica e estudos mais aprofundados. Apresenta especial interesse aos profissionais da área da saúde, sendo mais indicado em nível de pós graduação, por utilizar linguagem e termos complexos.



Palavras-chave: Boswellia serrata, inflamação de baixo grau, células T reguladoras (Tregs), sistema imunológico antioxidante.


Autora Patrícia Caroline Sens - Nutricionista


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